Na manhã desta quarta-feira (22), a deputada estadual Helena Duailibe (Republicanos) utilizou a tribuna para anunciar o protocolo de um projeto de lei voltado à prevenção e ao tratamento do uso de cigarros eletrônicos e dispositivos similares no Maranhão.
Segundo a parlamentar, a iniciativa foi motivada por uma preocupação crescente com a saúde pública, especialmente entre os jovens. “Recebi em meu gabinete o professor doutor Ruy Palhano, que trouxe uma preocupação muito grande sobre esse tema. Assumi o compromisso, como parlamentar e médica, de apresentar uma proposta concreta”, destacou.
Helena Duailibe alertou para os riscos associados ao uso desses dispositivos, frequentemente vistos como alternativas inofensivas ao cigarro tradicional. “Existe uma falsa ideia de que os cigarros eletrônicos não causam danos. No entanto, eles contêm substâncias tóxicas, podem gerar dependência e oferecem sérios riscos à saúde respiratória e cardiovascular”, afirmou.
A deputada também mencionou contribuições de especialistas na área, como um pneumologista de São Paulo, cujos estudos e artigos ajudaram a embasar a elaboração do projeto.
Outro ponto de destaque foi a preocupação com o acesso de adolescentes a esses produtos. De acordo com a parlamentar, estratégias de marketing disfarçado e o uso de sabores atrativos têm facilitado a popularização entre o público jovem. “Estamos diante de uma nova porta de entrada para a dependência química”, alertou.
O projeto de lei propõe uma abordagem ampla para enfrentar o problema, incluindo ações educativas nas escolas, campanhas de conscientização, capacitação de profissionais de saúde e oferta de tratamento para usuários dependentes. “Não basta proibir, é preciso cuidar”, enfatizou.
Além disso, a proposta prevê medidas de fiscalização mais rigorosas, com a proibição da comercialização, propaganda e uso desses dispositivos em ambientes coletivos, visando proteger tanto os usuários quanto a população em geral.
Ao encerrar seu discurso, Helena Duailibe reforçou a importância da iniciativa. “Estamos falando de saúde pública, de prevenção e de responsabilidade com o futuro das próximas gerações. Este projeto é um chamado à consciência e uma ação concreta para proteger vidas”, concluiu, pedindo apoio dos demais parlamentares para a aprovação da matéria.